O que é um tumor na hipófise

Localizada na base do cérebro, a hipófise é regulada pelo hipotálamo, outra parte importante de nosso sistema nervoso, responsável por coordenar as respostas do corpo frente ao ambiente. Por nossas glândulas se posicionarem frente a diversos estímulos ambientais e corporais, esse “comando superior” é muito importante.
Assim, a hipófise secreta hormônios que regulam todas as outras glândulas do nosso organismo (tireoide, ovários, testículos, adrenais), além de armazenar e liberar outros hormônios bastante fundamentais, como o antidiurético (sem ele morreríamos desidratados!) e o ocitocina (sem ela não amamentaríamos nossa prole! Pensem numa época sem leite em pó…).
Pois bem, nessa importante estrutura podem surgir alterações como nódulos (“bolinhas”). Quando um nódulo aparece em algum órgão, ele traz alguns riscos:
Se tornar muito grande e apertar as estruturas ao redor, mesmo se benigno
Ser maligno e dar metástases
Ser ele próprio uma metástase de um outro câncer

Contudo, quando ele aparece em uma glândula, tem um risco adicional: ele pode resolver produzir alguma coisa que aquela glândula originalmente produz, e causar um excesso hormonal, o qual leva a complicações e doenças. Esses tumores produtores, em geral, são pequenos e benignos, mas há exceções.

Sintomas

Os adenomas que contribuem para a produção excessiva de um hormônio podem gerar uma série de sintomas de acordo com o hormônio envolvido.
Por exemplo, a acromegalia ocorre quando se produz em excesso o hormônio do crescimento, provocando o crescimento das extremidades (mãos e pés), mudanças no aspecto facial e alterações no metabolismo (hipertensão e diabetes). Temos outras síndromes possíveis, como Síndrome de Cushing ou prolactinoma. Outros tumores não costumam produzir efeito por seus excessos hormonais nessa glândula.
Já os sintomas dos adenomas que não produzem nenhum hormônio em excesso estão relacionados ao tamanho do tumor e à pressão que ele exerce sobre estruturas adjacentes. Nesse caso, o paciente pode apresentar dores de cabeça e alteração da visão, sintomas esses que podem também estar presentes nos tumores produtores de hormônios.

Causas

A causa do adenoma de hipófise é ainda desconhecida. No entanto, acredita-se que alterações genéticas desempenhem um papel importante no desenvolvimento dos tumores de hipófise.

Diagnóstico

A suspeita é sempre feita com base nos sintomas do paciente; se eles se encaixam no perfil de algum excesso hormonal; na presença de alterações menstruais; ou por vezes na alteração de libido, a qual também pode ser sintoma dessas doenças.
Diante da suspeita pela história contada pelo paciente de seus sintomas, serão analisadas imagens da região hipofisária e exames hormonais em sangue e urina, para firmar um diagnóstico.
Teste de campo visual também se faz necessário em tumores maiores, para verificar se o tumor possa ter comprimido eventualmente o nervo visual.

Tratamento

Geralmente, o tratamento para o adenoma de hipófise está baseado em cirurgia, terapia de radiação e medicamentos, sejam eles isoladamente ou em combinação. No caso dos prolactinomas, o tratamento pode ser exclusivamente medicamentoso.

Referências:
Sociedade Brasileira de Endocrinologia: http://www.sbemsp.org.br/problemas-da-hipofise/
Mayo Clinic: http://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/pituitary-tumors/home/ovc-20157627
Hospital A.C.Camargo: http://www.accamargo.org.br/tudo-sobre-o-cancer/hipofise/47/

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